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Paula Marcondes trabalhando em Labirinto de espelhos, com 624 telas de celular, Brasil 2025.

Quero vivenciar o que significa ser consciente. Quero me sentir presente e conectada.

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Meu trabalho investiga uma condição que se repete em todos os países em que vivo para estar perto de quem amo: quanto mais conectados ficamos, mais desconectados nos tornamos. Estamos alcançáveis o tempo todo e quase nunca presentes.

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Construo objetos, assemblages e instalações. Me interesso pela transparência do policarbonato e da resina, e como estes materiais interagem com a luz e com outros materiais que coleto: telas de celular, detritos digitais, materiais condutores de energia como o cobre, e relíquias de família. Nas videoperformances mantenho um único enquadramento por noventa segundos usando somente minha mão, minha respiração e meu celular. Depois marco as imagens com desenho digital.

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Levo a obra para espaços públicos. Em muitos casos, as pessoas podem tocar e brincar.

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Paula Marcondes

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