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NOTA O trabalho neste site está organizado de duas formas. Por Séries, o trabalho segue a pesquisa: cada série é um corpo de investigação, que cresce a partir da anterior, fazendo a mesma pergunta de uma forma diferente. Essa é a forma principal de navegar por esta prática. Por Meios oferece um segundo ponto de entrada, para quem quiser explorar o trabalho a partir dos materiais e formas que ele assume: objeto, instalação, pintura, performance, fotografia, vídeo. Uma única série pode atravessar vários meios. Um meio pode carregar várias séries. As duas formas de olhar não são contraditórias. São complementares. O meio segue a pesquisa. Sempre.

Comecei com pintura e fotografia.

À medida que as pinturas se desenvolviam, percebi o que estava acontecendo na superfície: camadas de acrílico se acumulando, camadas de colagem, camadas de carimbo. As obras foram ficando pesadas. Michael e algumas das outras pinturas da série Retratos pesam vários quilogramas. A superfície já não era plana. Era topográfica.

Naturalmente, as pinturas tornaram-se objetos. Os objetos tornaram-se assemblages. As assemblages tornaram-se esculturas. As esculturas tornaram-se instalações.

 

O meio não foi uma decisão. Foi uma consequência de escutar o que o trabalho precisava.

A performance precedeu tudo isso. Por trinta anos estive diante de plateias: ensinando, treinando, facilitando, orientando. Me apresentei antes de pintar. Sou, em essência, uma performer e uma contadora de histórias. É o que sempre fui. O trabalho visual é uma continuação da mesma prática em uma linguagem diferente: presença, atenção, o corpo em relação ao outro, a história que conecta.

Os meios listados aqui não são categorias. São etapas de uma única jornada contínua.

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