SÉRIE JOGOS & BRINCADEIRAS

Jogos & Brincadeiras (2025, em andamento) reconstrói os brinquedos da infância a partir de materiais contemporâneos: blocos transparentes, resina, luz, os detritos dos nossos aparelhos. Brincar é um estado de presença. Quão presentes estamos diante da tela? Como isso afeta nossas relações, conosco e com os outros? Desde Xadrez entre colônias a obra toma a rua.
Castelo de baralho (2026) é uma réplica do prédio brutalista em Londres onde mora a filha da artista, feita de 2.562 blocos de montar transparentes. Cada um guarda um fragmento do baralho de tarô que pertenceu à mãe da artista, 61 cartas cortadas em 42 pedaços. Entre eles, objetos encontrados nas ruas de Londres durante a construção. Ao lado, um manuscrito. Por favor, leve um.
Uma casa de bonecas (2026) reconstrói a casa que a artista montou para a filha em 2009, que veio dentro de uma caixa. Esta foi feita à mão: policarbonato, três andares, fachada aberta, uma casa que não esconde nada. Seus habitantes são telas de celular reutilizadas, sentadas à mesa, deitadas nas camas. As telas são as bonecas do nosso mundo contemporâneo. A casa fica. As instruções vão para casa com quem as leva.
Xadrez entre colônias (2025). Todas as peças são pretas, deslocando o jogo da competição para o encontro. Cada uma carrega metade de um símbolo que só se completa na relação. O tabuleiro reúne ouro e petróleo, os materiais que movem o mundo digital. O jogo colonial agora se dá através de dados, comportamento e atenção.
Esconde-esconde, Domino geim, Quebra-cabeça (2025). O umbigo, fotografado em baixa resolução, embutido em telas descartadas. Câmaras de eco e bolhas digitais, onde tudo que retorna é reflexo do próprio olhar. Origem e excesso, presença e desaparecimento.
Pipa I e Pipa II (2025). Na primeira, as telas viram espelhos, superfícies lisas onde o corpo se reconhece. Na segunda o espelho se quebra, e as telas rachadas devolvem um corpo dividido entre o tangível e o virtual.
Tecido social (2025). 624 telas descartadas unidas por ímãs neodímio, dois metros por dois metros. Superfícies que são espelho e portal ao mesmo tempo, transformadas em um único tecido.
Nova religião (2025). Telas reutilizadas, macarrão, uma câmera de vigilância, resina. A imperfeição perfeita do influenciador. A tela como altar. O feed como ritual.
Passatempos (2025) é onde a série começou. Desenhos animados dos anos 1970 em acrílica e resina sobre madeira, com a tela com que os filhos da artista brincaram. A primeira obra a abrir a passagem entre o físico e o digital.
A consciência se torna uma forma de resistência.
Jogos & Brincadeiras dá forma e estende a dimensão Communication da prática ACT, a estrutura de pesquisa artística desenvolvida por Paula Marcondes ao longo de trinta anos.
Castelo de baralho, 2026
(Instalação)
Castelo de baralho | Instalação composta de objeto e manuscrito | Série Jogos & Brincadeiras | Londres 2026
Objeto: Réplica do prédio brutalista onde mora a filha da artista em Londres, feita de 2.562 blocos de montar transparentes, cada um contendo um fragmento do baralho de tarô que pertenceu à mãe da artista, 61 cartas cortadas em 42 pedaços cada e remontadas em 61 placas, uma placa por carta, objetos encontrados nas ruas de Londres durante a construção da obra | 75 × 50 × 50 cm | 30″ × 20″ × 20″ | Aproximadamente 5 kg
Manuscrito: Instruções para Construir um Castelo de Baralho: Uma Metáfora para Viver Conscientemente, por Paula Marcondes | Instruções escritas com a assistência de Claude, uma IA | Impresso em papel carta em formato de livreto A5, grampeado | Exposição: empilhado ao lado da obra | Placa: “Por favor, leve um”


Castelo de baralho, vista superior
Castelo de baralho
Performance, intervenção urbana
London, 2026
Castelo de baralho | Intervenção urbana | Metro Central Heights, Londres, Reino Unido | 29 de julho de 2026
Duração: 1 hora
Ação: finalização da montagem do castelo in loco no pátio central do complexo brutalista desenhado por Ernő Goldfinger onde mora a filha da artista, prédio que inspirou a obra, e instalação transmitida ao vivo no Instagram com diálogo com espectadores online e transeuntes
Elementos: castelo transparente de acrílico com cartas de tarô desconstruídas da mãe da artista e objetos encontrados nas ruas de Londres durante a construção da obra
Constante: o castelo e o manuscrito
Fluxo: o local, o público que passa, a audiência ao vivo, o tempo e a luz do dia
Documentação: transmissão ao vivo, fotografia e vídeo

Uma casa de bonecas, 2026
(Instalação)
Uma casa de bonecas | Instalação composta de objeto e manuscrito | Série Jogos & Brincadeiras | Montana 2026
Objeto: Réplica da casa de bonecas estilo vitoriano que pertence à filha da artista, feita de policarbonato, acrílico, plástico branco opaco impresso em 3D, telas de celulares reutilizadas | 120 × 90 × 40 cm | 48″ × 34″ × 16″ | Aproximadamente 25 kg
Manuscrito: Instruções para Construir Uma Casa de Bonecas: Uma Metáfora para Viver Conscientemente, por Paula Marcondes | Instruções escritas com a assistência de Claude, uma IA | Impresso em papel carta em formato de livreto A5, grampeado | Exposição: empilhado ao lado da obra | Placa: “Por favor, leve um”

Uma casa de bonecas construída à mão na oficina da Western Glass, Bozeman, Montana, onde o mestre construtor e artesão Bill Hartman generosamente ensinou a artista

Uma casa de bonecas
Performance, intervenção urbana
Veneza, 2026
Uma casa de bonecas | Performance, intervenção urbana | Calle del Paradiso, Veneza, Itália | 8 de maio de 2026, semana de abertura da 61ª Bienal |
Duração: 1 hora e 15 minutos
Ação: montagem ao vivo da casa e preparação das estações de câmera e de manuscrito, com a mala de viagem deixada à vista, transmitida ao vivo no Instagram, com diálogo intermitente com espectadores online e transeuntes
Elementos: casa transparente de policarbonato e plexiglass com telas de celulares reutilizadas; o manuscrito Instruções para Construir Uma Casa de Bonecas: Uma Metáfora para Viver Conscientemente, empilhado ao lado da obra, placa: “Por favor, leve um”; a mala de viagem
Constante: a casa e o manuscrito
Fluxo: o local, o público que passa, a audiência ao vivo, o tempo e a luz do dia
Documentação: transmissão ao vivo, fotografia e vídeo

Xadrez entre colônias, 2025
(Instalação)
Xadrez entre colônias | Instalação | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | 32 telas de celular descartadas e riscadas pela artista, resina, 64 cubos de acrílico, componentes de telas de celular descartadas contendo ouro e petróleo, sombra | 120 × 120 × 30 cm | 45 kg

Xadrez entre colônias
Performance, intervenção urbana
Lisboa, 2025
Xadrez entre colônias | Intervenção urbana | Jardim Teófilo Braga, Lisboa, Portugal | Novembro de 2025
Duração: aproximadamente 3 horas
Ação: Xadrez entre colônias instalado em uma praça pública, com as peças feitas de telas de celulares resignificadas; transeuntes, crianças e adultos, aprenderam e jogaram Xadrez entre colônias ao longo da tarde
Elementos: peças de xadrez de telas de celulares e resina sobre cubos de plexiglass transparente, e tabuleiro de detritos digitais; base
Constante: a obra, o convite a jogar
Fluxo: os jogadores, o público que passa, a praça, o tempo e a luz do dia
Documentação: fotografias


Quebra-cabeça, 2025
Quebra-cabeça | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 9 telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 20 × 76 cm


Domino geim, 2025
Domino geim | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 32 × 31 cm

Esconde-esconde, 2025
Esconde-esconde | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, tela de celular e carcaça de laptop descartados, acrílico, sombra | 35 × 25 cm

Pipa II, 2025
Pipa II | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | 34 telas de celular descartadas, fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 152 ímãs neodímio, alumínio, cabo de aço, sombra 80 × 50 cm | 1 kg


Pipa, 2025
(Instalação)
Pipa | Instalação | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil, 2025 | 200 × 150 × 200 cm
Pipa I | Objeto | 29 telas de celular iPhone descartadas, 232 ímãs neodímio, chapa de alumínio, componentes de telas de celular descartadas, cabo de aço | 95 × 60 cm | 1,5 kg
Pipa | Videoperformance | Série Amplify | Itaguaré, São Paulo, Brasil, 2025 | Vídeo de baixa resolução gravado na câmera de celular Samsung da artista, trabalhado com desenho digital | 90 segundos | Projetado em loop em celular Samsung de segunda mão | 14 × 7 cm

Foto da instalação
Componente: Pipa, videoperformance

Componente: Pipa, videoperformance projetada em loop em celular Samsung de segunda mão

Pipa I, 2025
Pipa I | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | 29 telas de celular iPhone descartadas, 232 ímãs neodímio, chapa de alumínio, componentes de telas de celular, cabo de aço, sombra | 95 × 60 cm | 1,5 kg
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Tecido social, 2025
Tecido social | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | 624 telas de celular descartadas, 2.496 ímãs neodímio, lona de caminhão, barras de metal | 200 × 200 cm | 20 kg



Lado A
Lado B
Nova religião, 2025
Nova religião | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | Telas de celular descartadas, macarrão, câmera de vigilância, ímãs neodímio, materiais descartados do ateliê da artista, acrílica, spray e resina sobre madeira | 135 cm diâmetro | 20 kg

Passatempos, 2025
Passatempos | Série Jogos & Brincadeiras | Brasil 2025 | Acrílica, revistas em quadrinhos de sebo, plástico e resina sobre madeira | 115 × 80 cm | 10 kg

















