SÉRIE JOGOS & BRINCADEIRAS

Jogos & Brincadeiras nasce entre o impulso e a reflexão, a partir de gestos da infância para examinar o quanto a tecnologia molda nossos desejos, espelhos e modos de existir.
Passatempos (2025) é onde a série começou: uma explosão pop na fronteira entre Kitsch Glitz e Jogos & Brincadeiras. Quadrinhos vintage dos anos 1970 pintados em acrílica e resina sobre madeira, e a tela com que os filhos da artista brincaram durante a infância. O primeiro trabalho a explorar abertamente a passagem entre o físico e o digital.
A partir daí, Nova religião (2025) chega: telas de celular reaproveitadas ao lado de macarrão, uma câmera de segurança e resina, investigando a imperfeição perfeita dos influenciadores das redes sociais. A tela como altar. O feed como ritual.
Tecido social (2025) estendeu a pesquisa à escala e à escuridão: 624 telas de celular descartadas unidas por ímãs neodímio, dois metros por dois metros. O trabalho explora os ecossistemas sombrios que visitamos através das telas de celular, superfícies que funcionam simultaneamente como espelhos do nosso reflexo real e portais para o mundo digital.
Em Pipa I (2025), as telas viram espelhos: lisas, inteiras. Um reflexo onde o corpo se reconhece. Brincar é um ato de percepção. Em Pipa II (2025), o reflexo racha. As telas trincadas devolvem uma imagem fragmentada: um corpo dividido entre o tangível e o virtual. O brilho da tecnologia revela o que tenta esconder, o fascínio e a violência do que é descartado.
Esconde-esconde (2025), Domino geim (2025) e Quebra-cabeça (2025) exploram o encontro entre o físico e o digital, o figital. A pesquisa avança para as câmeras de eco e a ideia das bolhas digitais, onde tudo o que chega é apenas reflexo do próprio olhar. O umbigo aparece como símbolo de origem e excesso, marcando a tensão entre presença e desaparecimento. O jogo vai além do visual, revelando o quanto nos mostramos e o quanto as telas fazem parte do nosso ser.
Em Xadrez entre colônias (2025), uma instalação, todas as peças são pretas, deslocando o jogo da competição para o encontro. Cada peça carrega metade de um símbolo que só se completa na relação. O tabuleiro mistura ouro e petróleo, materiais que movem o mundo digital, invocando valor e extração. O novo jogo colonial não se joga mais em território, mas em dados, em comportamento, em atenção.
A Casa de Bonecas (2026) é onde a série chega à sua forma mais completa. Uma estrutura transparente de policarbonato construída à mão, três andares, fachada frontal aberta: uma casa que não esconde nada. Seus habitantes são telas de celular reaproveitadas, sentadas em móveis impressos em 3D, reunidas à mesa, deitadas nas camas. As telas são as bonecas do nosso mundo contemporâneo, as superfícies para as quais performamos, nas quais desaparecemos, pelas quais nos moldamos para ser vistos. Ao lado da estrutura, um manuscrito, impresso em papel sulfite e grampeado simplesmente. Uma placa: Leve um. A casa fica. O texto vai para casa com quem o leva. Objeto, habitantes e manuscrito: três elementos, uma pergunta.
Entre o espelho e o jogo, Jogos & Brincadeiras transforma a infância em provocação, um convite para olhar, questionar e resistir. Consciência é resistência.
A casa de bonecas, 2026
(Instalação, em construção)
Paula Marcondes | A Casa de Bonecas | Instalação composta por objeto e manuscrito | Série Jogos & Brincadeiras | Montana, 2026 |
Objeto: Policarbonato, plexiglass/acrílico, plástico branco opaco impresso em 3D, telas de celular reaproveitadas | 120 cm × 90 cm × 40 cm | 48″ × 34″ × 15,5″ | Aproximadamente 25 kg
Manuscrito: Título: A Casa de Bonecas | O que significa ser humano e consciente em um mundo contemporâneo phygital? | por Paula Marcondes | Escrito com a assistência de Claude | Impresso em papel A4 ou US letter, grampeado | Aproximadamente 150 páginas | Exposição: Empilhado ao lado da obra | Placa: Leve um

Sketch produzido com a ajuda de IA

A casa de bonecas sendo feita a mão pela artista com a ajuda do mestre artesão Bill Hartman na oficina de Western Glass, Bozeman, Montana
Xadrez entre colônias, 2025
(Instalação)
Paula Marcondes | Xadrez entre colônias | Brasil 2025 | Instalação | Série Jogos & Brincadeiras | 32 telas de celular descartadas e riscadas, resina, 64 cubos de acrílico, componentes de telas de celular descartadas contendo ouro e petróleo, sombra | 120cm x 120cm x 30cm | 45 kg


Esconde esconde, 2025
Paula Marcondes | Esconde esconde | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, resina, tela de celular e carcaça de laptop descartados, acrílico, sombra | 35cm x 25cm

Domino geim, 2025
Paula Marcondes | Domino geim | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 32cm x 31cm


Quebra-cabeça, 2025
Paula Marcondes | Quebra-cabeça | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 9 telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 20cm x 76cm

Pipa II, 2025
Paula Marcondes | Pipa II | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | 34 telas de celular descartadas, fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 152 ímas neodímio, alumínio, cabo de aço, sombra | 80cm x 50cm | 1 kg


Pipa I, 2025
Paula Marcondes | Pipa I | Brasil 2025 | 232 ímas neodímio sobre uma base de alumínio que cria um campo magnético sob uma pipa feita de 29 telas de celular iPhone descartadas com rabiola feita de componentes de telas de celular, sombra | 95cm x 60cm | 1.5 kg
.png)

Pipa, 2025
(Instalação)
PIPA | Paula Marcondes de Souza | Brasil 2025 | Instalação composta de:
PIPA | 95cm x 60cm | 1.5 kg | Objeto em formato de pipa feita de 29 telas de celular iPhone coletadas do lixo com 232 ímas neodímio sobre base de alumínio que criam um campo magnético e rabiola feita de componentes de telas de celular.
PIPA | Series Amplify | Itaguaré, São Paulo, Brasil, 2025 | Filme sobre o qual eu intervenho usando desenho digital | 90 segundos | Câmera de celular Samsung | Projetado em loop em celular Samsung de segunda mão | 14 cm x 7 cm

Foto da instalação
Componente: PIPA I Paula Marcondes de Souza | Brasil 2025 | Filme |

Tecido social, 2025
Paula Marcondes | Tecido social | Brasil 2025 | 624 telas de celular descartadas, 2496 ímãs neodímio, lona de caminhão, barras de metal | 200 cm x 200 cm | 20 kg


Lado A

Lado B
Nova religião, 2025
Paula Marcondes | Nova religião | Brasil 2025 | Telas de celular coletadas no lixo, macarrão, câmera de segurança, ímas neodímio, materiais descartados do atelier da artista, acrílica, spray e resina sobre madeira | 135cm diâmetro | 20 kg

Passatempos, 2025
Paula Marcondes | Passatempos | Brasil 2025 | Acrílica, revistas em quadrinhos de sebo, plástico e resina sobre madeira | 45”x 30" | 115 cm x 80 cm | 10 kg


