top of page

SÉRIE JOGOS & BRINCADEIRAS

2025_07_19_Tato_Opacidade_Ressonante-010

Jogos & Brincadeiras nasce entre o impulso e a reflexão, a partir de gestos da infância para examinar o quanto a tecnologia molda nossos desejos, espelhos e modos de existir.

Passatempos (2025) é onde a série começou: uma explosão pop na fronteira entre Kitsch Glitz e Jogos & Brincadeiras. Quadrinhos vintage dos anos 1970 pintados em acrílica e resina sobre madeira, e a tela com que os filhos da artista brincaram durante a infância. O primeiro trabalho a explorar abertamente a passagem entre o físico e o digital.

A partir daí, Nova religião (2025) chega: telas de celular reaproveitadas ao lado de macarrão, uma câmera de segurança e resina, investigando a imperfeição perfeita dos influenciadores das redes sociais. A tela como altar. O feed como ritual.

 

Tecido social (2025) estendeu a pesquisa à escala e à escuridão: 624 telas de celular descartadas unidas por ímãs neodímio, dois metros por dois metros. O trabalho explora os ecossistemas sombrios que visitamos através das telas de celular, superfícies que funcionam simultaneamente como espelhos do nosso reflexo real e portais para o mundo digital.

Em Pipa I (2025), as telas viram espelhos: lisas, inteiras. Um reflexo onde o corpo se reconhece. Brincar é um ato de percepção. Em Pipa II (2025), o reflexo racha. As telas trincadas devolvem uma imagem fragmentada: um corpo dividido entre o tangível e o virtual. O brilho da tecnologia revela o que tenta esconder, o fascínio e a violência do que é descartado.

Esconde-esconde (2025), Domino geim (2025) e Quebra-cabeça (2025) exploram o encontro entre o físico e o digital, o figital. A pesquisa avança para as câmeras de eco e a ideia das bolhas digitais, onde tudo o que chega é apenas reflexo do próprio olhar. O umbigo aparece como símbolo de origem e excesso, marcando a tensão entre presença e desaparecimento. O jogo vai além do visual, revelando o quanto nos mostramos e o quanto as telas fazem parte do nosso ser.

Em Xadrez entre colônias (2025), uma instalação, todas as peças são pretas, deslocando o jogo da competição para o encontro. Cada peça carrega metade de um símbolo que só se completa na relação. O tabuleiro mistura ouro e petróleo, materiais que movem o mundo digital, invocando valor e extração. O novo jogo colonial não se joga mais em território, mas em dados, em comportamento, em atenção.

 

A Casa de Bonecas (2026) é onde a série chega à sua forma mais completa. Uma estrutura transparente de policarbonato construída à mão, três andares, fachada frontal aberta: uma casa que não esconde nada. Seus habitantes são telas de celular reaproveitadas, sentadas em móveis impressos em 3D, reunidas à mesa, deitadas nas camas. As telas são as bonecas do nosso mundo contemporâneo, as superfícies para as quais performamos, nas quais desaparecemos, pelas quais nos moldamos para ser vistos. Ao lado da estrutura, um manuscrito, impresso em papel sulfite e grampeado simplesmente. Uma placa: Leve um. A casa fica. O texto vai para casa com quem o leva. Objeto, habitantes e manuscrito: três elementos, uma pergunta.

 

Entre o espelho e o jogo, Jogos & Brincadeiras transforma a infância em provocação, um convite para olhar, questionar e resistir. Consciência é resistência.

A casa de bonecas, 2026
(Instalação, em construção)

Paula Marcondes | A Casa de Bonecas | Instalação composta por objeto e manuscrito | Série Jogos & Brincadeiras | Montana, 2026 |

 

Objeto: Policarbonato, plexiglass/acrílico, plástico branco opaco impresso em 3D, telas de celular reaproveitadas | 120 cm × 90 cm × 40 cm | 48″ × 34″ × 15,5″ | Aproximadamente 25 kg

Manuscrito: Título: A Casa de Bonecas | O que significa ser humano e consciente em um mundo contemporâneo phygital? | por Paula Marcondes | Escrito com a assistência de Claude | Impresso em papel A4 ou US letter, grampeado | Aproximadamente 150 páginas | Exposição: Empilhado ao lado da obra | Placa: Leve um

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Sketch produzido com a ajuda de IA

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

A casa de bonecas sendo feita a mão pela artista com a ajuda do mestre artesão Bill Hartman na oficina de Western Glass, Bozeman, Montana

Xadrez entre colônias, 2025
(Instalação)

Paula Marcondes | Xadrez entre colônias | Brasil 2025 | Instalação | Série Jogos & Brincadeiras | 32 telas de celular descartadas  e riscadas, resina, 64 cubos de acrílico, componentes de telas de celular descartadas contendo ouro e petróleo, sombra | 120cm x 120cm x 30cm | 45 kg

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.
WhatsApp Image 026-02-02 at 16.53.37-fotor-20260202181644.jpg

Esconde esconde, 2025

Paula Marcondes | Esconde esconde | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, resina, tela de celular e carcaça de laptop descartados, acrílico, sombra | 35cm x 25cm

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Domino geim, 2025

Paula Marcondes | Domino geim | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 32cm x 31cm

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.
Domino geim _ Paula Marcondes _ 32cm x 31cm _ Fotografia em adesivo de vinil, telas de cel

Quebra-cabeça, 2025

Paula Marcondes | Quebra-cabeça | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | Fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 9 telas de celular Samsung descartadas, acrílico, sombra | 20cm x 76cm

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Pipa II, 2025

Paula Marcondes | Pipa II | Brasil 2025 | Série Jogos & Brincadeiras | 34 telas de celular descartadas, fotografia em baixa resolução do umbigo da artista tirada por ela em sua câmera de celular Samsung em adesivo vinil, 152 ímas neodímio, alumínio, cabo de aço, sombra | 80cm x 50cm | 1 kg

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.
WhatsAp Image 2025-11-22 at 08.52.16-fotor-20251122134431.png

Pipa I, 2025

Paula Marcondes | Pipa I | Brasil 2025 | 232 ímas neodímio sobre uma base de alumínio que cria um campo magnético sob uma pipa feita de 29 telas de celular iPhone descartadas com rabiola feita de componentes de telas de celular, sombra | 95cm x 60cm | 1.5 kg 

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.
Screenshot 2025-11-06 at 13.13.21-fotor-20251106131432.png

Pipa, 2025
(Instalação)

PIPA | Paula Marcondes de Souza | Brasil 2025 | Instalação composta de:

 

PIPA | 95cm x 60cm | 1.5 kg | Objeto em formato de pipa feita de 29 telas de celular iPhone coletadas do lixo com  232 ímas neodímio sobre base de alumínio que criam um campo magnético e rabiola feita de componentes de telas de celular.  

PIPA | Series Amplify | Itaguaré, São Paulo, Brasil, 2025 | Filme sobre o qual eu intervenho usando desenho digital | 90 segundos | Câmera de celular Samsung | Projetado em loop em celular Samsung de segunda mão | 14 cm x 7 cm

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Foto da instalação

Componente: PIPA I Paula Marcondes de Souza | Brasil 2025 | Filme |

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Tecido social, 2025

Paula Marcondes | Tecido social | Brasil 2025 | 624 telas de celular descartadas, 2496 ímãs neodímio, lona de caminhão, barras de metal | 200 cm x 200 cm | 20 kg

_DSC0008_edited.jpg
Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Lado A

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Lado B

Nova religião, 2025

Paula Marcondes | Nova religião | Brasil 2025 | Telas de celular coletadas no lixo, macarrão, câmera de segurança, ímas neodímio, materiais descartados do atelier da artista, acrílica, spray e resina sobre madeira | 135cm diâmetro | 20 kg

Paula Marcondes contemporary artist investigates what it means to be human and conscious in a contemporary phygital world.

Passatempos, 2025

Paula Marcondes | Passatempos | Brasil 2025 | Acrílica, revistas em quadrinhos de sebo, plástico e resina sobre madeira | 45”x 30" | 115 cm x 80 cm | 10 kg 

20250811_175602-fotor-2025081221348.png
Pop, 2025-fotor-20251104211940.png
bottom of page